segunda-feira, 12 de janeiro de 2015





                A história de Bahar é triste e comovente, uma pobre garota judia, mas sonhadora, tem o desejo de conhecer o mar Cáspio e quer ser alguém na vida. Filha de uma família pobre e problemática aos olhos da sociedade elevada de Teerã, ela jamais alcançaria estima.  Aos 17 anos Bahar encontra Omid [cujo nome em farsi significa Esperança]. Ele é de uma família judia rica. Omid demonstra interesse pela moça. Bahar sofre discriminação da sociedade do círculo de Omid, todos a tratam com desdém. Contudo, eles se casam contra a vontade da família dele.  Após o casamento Bahar é limitada a ficar dentro de casa, sendo censurada de ir visitar sua família e freqüentar a escola, onde concretizaria seu sonho.  E o que deveria ter-se tornado um conto de amor, passa a ser uma história de abuso, de preconceito, de tortura, não somente por parte dos agentes que poderíamos esperar, mas da sociedade, da cultura, do círculo familiar.  Omid logo encontra o amor de sua vida, uma linda mulher muçulmana, livre, amante de um outro homem, ela o atrai para uma vida polígama. Por sua inabilidade nata de administrar a vida, os sentimentos e o mundo em que vive, a situação só piora em sua casa e em seu casamento, Omid e Bahar formam um casal distante, sem afinidades ou caráter amoroso. Omid é ausente, não cumpre seu papel de bom esposo. Bahar, por sua vez, tenta chamar a atenção de seu marido, mas não alcança êxito com seu desempenho, ela acaba por desobedecê-lo e retorna a antiga rua onde cresceu para visitar seus parentes. Sua família acha estranha a vista da filha sem o esposo, ela não dá detalhes. Bahar decide também retomar os estudos, porém tem seu regresso negado, após inúmeras decepções ela fica grávida. Mas uma calamidade aflige o casal, e principalmente Bahar, eles têm uma filha com surdez progressiva.  A já depauperada e oprimida Bahar, agora sofre duplamente, não só é mulher e teve uma única filha, também mulher, mas esta filha não preenche todos os requerimentos necessários, pois não é “perfeita”.

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